Compartilhar e abraçar em intercessão nossos irmãos que estão ao redor do mundo sofrendo perseguição por amor de Cristo. Para isso nos propomos a divulgar testemunhos e o trabalho de instituições como Portas Abertas, JMM e A Fim de Proclamar para que seja conhecida a causa da Igreja Perseguida.
Atuamos na Missão Portas Abertas como correspondentes locais, na Missão A Fim de Proclamar como divulgadores e na JMM como colaboradores de missionários na China e São Tomé e Príncipe (África).
“Graças damos a Deus, ‘Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, orando sempre por vós, porquanto ouvimos da vossa fé em Cristo Jesus...” Colossenses 1:3,4a
A intolerância secular tem ganhado terreno nas nações ocidentais pregando "igualdade" e "tolerância" entre as religiões . Fonte: revista Portas Abertas
Jogadores da seleção brasileira
oram no campo após vitória na
Copa das Confederações
Intolerância religiosa. Ao ler essa frase, o que lhe vem à mente? Extremistas queimando as casas de uma minoria religiosa? Um governo autoritário prendendo todo aquele que se submete a um deus e não ao poder político? Famílias expulsas e separadas por abandonarem os costumes de sua comunidade?
Todas essas definições estão corretas. Elas representam a realidade da Coréia do Norte, Argélia, Nigéria e México - países onde há perseguição que participarão da Copa do Mundo este ano.
No entanto, há uma definição de intolerância religiosa que não é sempre lembrada, talvez por ser a mais sutil de todas: o secularismo.
Ronald Boyd Mac-Millan, vice-presidente mundial de Planejamento da Portas Abertas Internacional, em seu livro A fé que persevera, explica que "A intolerância secular (o secularismo) afirma que todos nós temos crenças diferentes e seria melhor aceitarmos que cada um está tão certo quanto o outro e vice-versa". Ou seja, "somos solicitados, na realidade, a nos conter - ou mesmo deixar - de expressar qualquer opinião" (citações das páginas 162 e 163).
O principal problema do secularismo é que, contrário ao extremismo religioso ou a um regime totalitário, sua chegada mal é percebida. A FIFA nos dá um bom exemplo de como é sorrateira essa forma de perseguição.
Agradecimento a Deus (Kaká) e a Alá (Kanouté): FIFA proíbe manifestação religiosa em campo
FUTEBOL VERSUS RELIGIÃO
Ao vencer a Copa das Confederações, em 26 de junho de 2009, jogadores da seleção brasileira fizeram uma roda no centro do campo e oraram. Alguns deles usavam camisetas com mensagens religiosas.
Houve queixas à FIFA de que o time do Brasil estaria usando o futebol como palco para a religião. A entidade mandou um alerta à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pedindo moderação na atitude dos jogadores mais religiosos.
Uma opinião se ressaltou nesse caso. A Associação Dinamarquesa foi um dos grupos que mais protestou contra a postura da seleção brasileira. Seu diretor, Jim Stjerne Hansen, fez a seguinte observação em entrevista ao jornal local Politiken: "A religião não tem lugar no futebol. Misturar religião e esporte daquela maneira foi quase criar um evento religioso em si. Da mesma forma que não podemos deixar a política entrar no futebol, a religião também precisa ficar fora".
Segundo o portal lG, o presidente da FIFA está disposto a orientar jogadores, técnicos e árbitros para que qualquer manifestação religiosa durante os jogos da próxima Copa seja punida.
Jogadores cristãos como Kaká têm expressado sua gratidão a Deus mostrando camiseta com dizeres do tipo: "I belong to Jesus" (eu pertenço a Jesus). Da mesma forma, jogadores muçulmanos como Frédéric Kanouté, do time espanhol Sevilla, apontam para o céu, em louvor a Alá, para comemorar um gol.
Se analisada de forma imparcial, a resolução da FIFA talvez não seja intolerante; antes, seria uma forma de preservar a igualdade entre todos.
Entretanto, quando leis obrigam pessoas a agirem de forma que contradiga sua fé, ou que dificulte sua expressão, isso sim pode ser uma forma de restrição da liberdade religiosa. Sob a bandeira da "igualdade", a intolerância secular ganha terreno e adeptos.
UM MUNDO SEM RELIGIÃO
Sobre a restrição da FIFA, João Leite, co-fundador do ministério "Atletas de Cristo", comentou: "O Brasil não é um país laico. Somos um povo religioso, com várias religiões. Aquela comemoração da conquista da Copa das Confederações foi o momento que eles encontraram para agradecer a Deus, na fé deles, pela vitória. Permite-se que um jornal dinamarquês ridicularize Maomé com aquelas charges, atingindo os mulçumanos. Já para o religioso manifestar a sua fé, aí não é permitido?"
João Leite tocou no ponto central: o secularismo tem procurado impor a todos sua própria versão de verdade religiosa, pois, para ele, as diferenças religiosas são banais. O ideal é que não houvesse religiões.
Segundo Ronald, isso quer dizer que haverá nas sociedades ocidentais um custo maior para falar de Cristo. Esta é a batalha da Igreja ocidental, da Igreja brasileira. Talvez esse tipo de opressão não gere mártires, como sob o extremismo e o autoritarismo, mas, sem dúvida, irá gerar obstáculos.
Aqui encontramos o maior valor da Igreja Perseguida da Igreja ocidental: ela nos ensina a superar as dificuldades e permanecer firmes na fé em Cristo Jesus em uma sociedade intolerante.