NOSSA MISSÃO

Compartilhar e abraçar em intercessão nossos irmãos que estão ao redor do mundo sofrendo perseguição por amor de Cristo. Para isso nos propomos a divulgar testemunhos e o trabalho de instituições como Portas Abertas, JMM e A Fim de Proclamar para que seja conhecida a causa da Igreja Perseguida.

Atuamos na Missão Portas Abertas como correspondentes locais, na Missão A Fim de Proclamar como divulgadores e na JMM como colaboradores de missionários na China e São Tomé e Príncipe (África).

“Graças damos a Deus, ‘Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, orando sempre por vós, porquanto ouvimos da vossa fé em Cristo Jesus...” Colossenses 1:3,4a

 


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Não há portas fechadas

O relato abaixo foi extraído do livro Não há portas fechadas do irmão André. Ele conta um pouco de como este irmão obedecendo a um chamado divino não tem medido esforços para apoiar e fortalecer a igreja em países hostis ao evangelho. Em obediência ao ide de Jesus tem anunciado a palavra de Deus onde satanás, os homens e seus sistemas o tem prohibido. Intercedendo sempre muito em oração antes de toda viagem missionária e pagando muitas vezes o preço este relato abaixo mostra-nos um pouco do poder de Deus e seu amor pela sua igreja que supera todas as barreiras impostas ao avanço de Sua palavra.

Uma oração para cada pergunta

“Se chego à fronteira da Rússia com o automóvel carregado de bíblias e eles me indagam: ‘O senhor traz consigo alguma bíblia?’ Sorrirei para eles e direi: ‘Sim; muitas!’ É lógico que eu lhes digo; mas oro muito antes de ir, para que não me dirija esta pergunta, e sim outras. Ou então peço a Deus que consiga distraí-los, confundindo seus pensamentos. É notável como o Senhor sempre dá um jeito para que aconteça alguma coisa ali na fronteira. Uma de nossas equipes viajou para a Bulgária com um carregamento de bíblias numa grande camioneta. Como era verão, e geralmente viajamos como qualquer turista – que é o que somos, já que apreciamos o sol, a paisagem, a natação e tudo o mais – essa equipe levava consigo uma canoa inflável, que eu adquirira, e muitas vezes levava comigo nas viagens para lá. Naquele dia eles estavam um pouco mais preguiçosos , e depois de um passeio de barco em uma certa região da Iugoslávia, não se preocuparam em esvaziar a canoa. Apenas enfiaram-na na carroceria do veículo, comprimindo-a juntamente com o restante da bagagem, e partiram para a Bulgária com setecentas bíblias no carro.

Na fronteira entregaram os documentos para os oficiais, enquanto outro, inocentemente, dirigia-se à traseira da camionete e destrancou a porta. Bang! A canoa comprimida, soltando-se, bateu na cabeça dele. Ele ficou ali de pé, estonteado. Os rapazes correram em seu socorro, pressurosos, e juntos conseguiram empurrar a canoa de volta para dentro do furgão, e trancaram a porta – e essa inspeção terminou aí.

Bem, nunca poderíamos ter preparado um truque assim para pô-lo em pratica uma segunda vez. Tais coisas acontecem naturalmente. Ele poderia ter pedido aos moços que abrissem a porta eles mesmos, e a canoa teria atingido a eles. Mas não pediu, ele próprio abriu o carro.

Outro grupo viajou para a Tchecoslováquia levando bíblias. Pouco antes de alcançarem a fronteira, pararam em certo ponto, para fazer uma última oração antes de entrar no país. Sendo holandeses, resolveram fazer um pouco de café também, e abriram uma lata de leite condensado. Mas, também, sendo rapazes, esqueceram de guardá-la direitinho, deixando-a aberta, sobre uma caixa que continha bíblias e ferramentas.

Enquanto se achavam no interior do escritório aduaneiro para apresentar os documentos, um dos oficiais abriu o furgão e subiu à carroceria para inspecionar a bagagem. Inadvertidamente, esbarrou na lata de leite condensado, derramando-o no assoalho do veículo. Ergueu a lata rapidamente e colocou-a na posição certa; saltou do carro e correu ao escritório, pegou um pano e voltou para lá para limpar o leite derramado. Pediu muitas desculpas, pois ficou muito envergonhado – e ali acabou-se a vistoria. Uma lata de leite condensado fizera isso. É sempre uma coisa pequena que Deus usa de modo grandioso.

A algum tempo atrás, eu regressava de uma viagem, e passei a noite em um hotel, na Alemanha. Contrariamente a meus hábitos, eu colocara todos os meus documentos pessoais na gaveta da escrivaninha, pois estiver escrevendo no quarto todas as noites. Quando saí esqueci os documentos naquela gaveta, e só dei por falta deles quando já me encontrava perto da fronteira holandesa.  Que poderia fazer? Deixe-me dizer uma coisa: um estrangeiro pode entrar na Holanda sem documentos, mas um holandês nunca. A fiscalização holandesa é muito severa. Todo holandês tem que mostrar seus documentos pessoais, os do carro, passaporte, etc. Ninguém atravessa a fronteira sem que seus papeis estejam em perfeita ordem.

Entrei na fila de carros, com a janela aberta, para desfrutar do bom tempo. Todos estavam apresentando seus documentos. Logo ali estava o oficial da alfândega, e talvez uns dois metros à sua direita, e à minha esquerda, trabalhava um pintor. A minha vez estava se aproximando.
Inclinei-me para fora da janela, e comecei a dizer ao homem: ‘Eu tenho...’

Nesse exato momento, o pintor disse qualquer coisa engraçada para o oficial. Este virou-se para ele, mandando, com um aceno de mão que eu passasse.

Fora fácil demais. Não houve o menor problema. Estou certo de que foi a única pessoa naquele dia, ou mesmo naquele mês, que atravessou a fronteira sem apresentar documentos. E o incidente aconteceu exatamente no momento em que eu precisara dele. Isso é operação de Deus! Senão eu teria perdido um tempo enorme com explicações para poder entrar no país.

Quando cheguei em casa, telefonei para o hotel e pedi-lhes que me enviassem os documentos em carta registrada. Também não houve problemas. No dia seguinte, já os tinha comigo.*

Muitos leões atacando

“Estou certo que algumas pessoas dirão que tudo isso não passa de uma mera questão de coincidência. Ouvi certa vez a historia de um professor universitário que estava ridicularizando alguns alunos seus por acreditarem no relato de 2 Reis 19, onde se conta como os assírios fizeram o cerco a Judá. Deus disse: “Porque eu defenderei esta cidade para a livrar por amor de mim e por amor de um servo Davi.” Então à noite, o Senhor feriu a 185.000 homens no acampamento dos Assírios, e os homens de Judá se levantaram pela manhã e encontraram apenas os cadáveres.

Esse professor considerava isto apenas uma coincidência. Um jovem protestou dizendo que aquilo fora um ato de Deus, para livrar o seu povo, uma operação divina, e tudo o mais.

‘Escute aqui’, disse o professor, ‘digamos que você esteja andando em uma floresta, e , de repente, um leão salta em sua direção, e, quando ele ainda está no ar, cai um coco de um coqueiro bem em cima da cabeça do animal. Ele cai ao chão e isso lhe dá tempo para fugir. Você chamaria a isto coincidência ou operação divina?’

O estudante pensou um pouco, sob o olhar de todos os outros. Depois replicou: ‘ Bem creio que poderia chamar a isso de coincidência, mas se eu estivesse andando numa floresta, e, de repente, 185.000 leões saltassem sobre mim, e quando ainda estivessem no ar 185.000 cocos caíssem na cabeça deles, a isso eu não chamaria de coincidência. Chamaria de operação ou intervenção divina.’

Creio que aquele moço venceu a discussão.

Sempre digo que quando passo com muitas bíblias numa fronteira destas, e algo de extraordinário acontece, poderíamos chamar aquilo de coincidência. Mas se faço isso há dezoito anos, o tempo todo, com  minhas equipes e sempre acontece alguma coisa que distrai os guardas, e, às vezes, até pensamos que não nos viram, ou não viram nossa bagagem. Ninguém pode chamar isso de coincidência. É uma operação miraculosa ou intervenção divina.*

*Irmão André, Não há portas fechadas. Ed. Betânia, 2002. Págs 101- 102, 122-126.

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