QUEM É ANDREA

Trabalhou como arqueóloga contratada para o Museu Nacional/URFJ.
Leciona as disciplinas de Arqueologia Bíblica, Geografia Bíblica, História de Israel I e II, Vida Cristã I e II e Crescimento Espiritual em Seminários: STM (Seminário Teológico Maranata), STEP (Seminário Teológico Evangélico Peniel) e STEBAN (Seminário Teológico Batista Nacional).

ARQUIVO

- 2010 -

- ABRIL
No Vale de Ossos Secos - Parte III

- MARÇO
No Vale de Ossos Secos -
Parte II

- FEVEREIRO
No Vale de Ossos Secos - Parte I

- JANEIRO
Com Deus em 2010

- 2009 -

- DEZEMBRO
O Rio da Água da Vida

- NOVEMBRO
A Expectativa do Povo de Deus

- OUTUBRO
A Verdaderira Luz

- SETEMBRO
RESTAURAÇÃO

- AGOSTO
PREPARANDO-SE PARA A CONQUISTA

- JULHO
A ARCA DE NOÉ

- JUNHO
VASO DE ALABASTRO

- MAIO
PÁSCOA, COELHO OU CORDEIRO?

- ABRIL
LIÇÕES DO DESERTO

Medo?!

“Ele respondeu: Ouvi a tua voz no jardim e tive medo, porque estava nu, e escondi-me” (Gn. 3.10).

Turquia, assinalada em verdeQuem não deseja saber onde se localizava este jardim? Infelizmente não há como identificar o local exato. Diz Gn. 2.10-14 que o Jardim era regado por um rio que se dividia em quatro braços: Pisom, Giom, Tigre e Eufrates. Os dois primeiros rios (Pisom e Giom) desapareceram ao longo do tempo e a localização é desconhecida. O que temos hoje são apenas os rios Tigre e Eufrates. Ambos nascem na região montanhosa oriental da Turquia, passam pela Síria e entram no território Iraquiano. No sul do Iraque, ambos se unem e formam um canal chamado Chatt-al-Arab, que se lança no golfo Pérsico. Alguns pensam que o jardim estaria no Iraque, já que lá temos os dois rios citados na Bíblia. Entretanto, se o Tigre e o Eufrates nascem na Turquia, seria mais provável que o jardim estivesse lá.   Suas nascentes são separadas e não há,  até o momento,  nenhum vestígio dos dois outros rios. Esta região sofreu muitas modificações geológicas ao longo do tempo: surgimento de cadeia de montanhas, mudança no curso de rios, aparecimento de depressões etc. Isso só comprova o que a Bíblia diz em Gn. 3.24, que Deus fechou o acesso ao jardim.

Mas, apesar de não podermos localizar o jardim do Éden, podemos aprender muito com a passagem citada no início deste texto (Gn. 3.10). É onde a Bíblia registra o primeiro momento em que o ser humano sentiu medo. Depois de comerem do fruto proibido, os olhos de Adão e Eva se abriram, ou seja, tiveram o entendimento de que estavam nus (Gn. 3.7). Envergonhados, usaram folhas de uma figueira como roupas. “Então, ouvindo a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim pela viração do dia, esconderam-se o homem e sua mulher da presença do Senhor, entre as árvores do jardim” (Gn. 3.8).

O medo faz exatamente isso, modifica os relacionamentos, a nós mesmos, a nossa maneira de agir e de pensar. O medo altera tudo o que domina. O medo mora nas sombras, aliás, ele se alimenta das sombras. Por isso, quem é dominado por ele sente necessidade de se esconder. A pessoa dominada pelo medo tem que viver onde ele vive, nas sombras.

É claro que simplesmente sentir medo é natural. Todo ser vivo (homem ou animal) sente medo e ele é útil para a preservação das espécies. O problema está em ser dominado pelo medo, deixar que ele ocupe todos os espaços em sua vida. Quem se deixa ser dominado pelo medo acaba atraindo males sobre si. Veja Jó 3.25: “O que eu temia me sobreveio; o que receava me aconteceu”. Isso ocorre porque a área da vida dominada pelo medo torna-se um ponto frágil, um alvo para o diabo. Assim, o medo se torna uma brecha na vida de quem se deixa ser dominado por ele. O medo é uma prisão da alma. Davi, no salmo 142.7 deixou registrado seu anseio pela libertação desta prisão: “Tira a minha alma da prisão, para que eu louve o Teu Nome...”. Este salmo foi escrito quando Davi estava na caverna de Adulão escondendo-se de Saul (I Sm. 22). Dominado pelo medo, Davi se escondeu numa caverna e sentiu sua alma aprisionada.

I João 4.18 diz: “... porque o medo produz tormento...”. Em outras palavras, o medo produz aflição, angústia. Quando os discípulos atravessaram o mar da Galiléia e enfrentaram uma tempestade violenta, eles temeram a tal ponto que quando Jesus foi até eles andando sobre as águas pensaram que era um fantasma (Mt. 14.22-36). O medo embaralha a nossa percepção e impede que vejamos a saída.

Depois de compreendermos todas essas coisas sobre o medo, a pergunta é: Como se livrar dele? A libertação para esta prisão da alma está registrada em três textos bíblicos:

1) I João 4.18: “No amor não há medo. Antes o perfeito amor lança fora o medo...”. Este perfeito amor que o texto cita é o amor de Deus. Só Deus é perfeito (Mt. 5.48) e só Deus é amor (I Jo. 4.8). Somente o perfeito amor de Deus pode expulsar todo o medo.

2) Sl. 146.7-8: “Ele sustenta a causa dos oprimidos, e dá pão aos famintos. O Senhor liberta os encarcerados, o Senhor abre os olhos aos cegos, o Senhor levanta os abatidos, o Senhor ama os justos”. Sim! O Senhor liberta os encarcerados.

3) Sl. 147.3: “Sara os quebrantados de coração, e liga-lhes as feridas”.
Vamos ousar fazer o contrário do que fizeram Adão e Eva. Eles se esconderam do Senhor. Vamos nos aproximar da Sua doce presença.

  

Imagem de uma casa de junco na margem do rio Eufrates

 “Cheguemo-nos, pois, com confiança ao trono da graça, para que recebamos misericórdia e achemos graça, a fim de sermos socorridos no momento oportuno” (Hb. 4.16).

Na paz do Senhor.


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