Páscoa, coelho ou cordeiro?
Neste mês de abril comemoramos a Páscoa. Para os israelitas é Pessach, termo derivado de “passach”, que significa literalmente “passar por cima”. A palavra em português “Páscoa” deriva do latim “Pascha”, que deriva do aramaico “Pascha”, que por sua vez deriva do hebraico “Pessach”.
A expressão hebraica “Pessach” está relacionada com o texto de Êxodo 12, quando o Senhor instituiu esta celebração. Os israelitas, que eram escravos no Egito, deveriam marcar as portas de suas casas com o sangue de um cordeiro. O Senhor passaria de noite por todo o Egito e todos os primogênitos morreriam, com exceção das casas que estivessem marcadas. Em Êx. 12.13 o Senhor diz: “passarei por cima de vós”. Depois deste episódio os israelitas saíram apressados do Egito.
Mas logo no início se viram em aperto, pois o mar diante deles impedia a fuga (Êx. 14). Então, milagrosamente “Moisés estendeu a sua mão sobre o mar, e o Senhor fez retirar o mar por um forte vento oriental toda aquela noite, e o mar tornou-se em seco, e as águas foram partidas” (Êx. 14.21).
Até hoje os estudiosos discutem acerca do local exato da travessia sem, contudo, chegar a alguma conclusão. A hipótese mais provável é a de que os israelitas tenham atravessado os Lagos Amargos, localizados na imagem de satélite acima.
A Páscoa é uma das maiores festas, sendo celebrada em diversas culturas. É o momento de refletirmos acerca da liberdade. Para os judeus, celebrar a Páscoa é lembrar a milagrosa libertação do cativeiro egípcio. Para nós, cristãos, é a memória de uma libertação muito além do estado físico – uma libertação espiritual. Jesus Cristo morreu numa sexta-feira de Páscoa e sua ressurreição ocorreu num domingo. Foi o ponto máximo da história da humanidade.
Entretanto, se a Páscoa é tão importante, por que ela é tão pouco celebrada nas igrejas? O comércio nos apresenta um coelho, que se tornou o símbolo da Páscoa. Mas não foi o coelho que nos remiu dos nossos pecados, foi o sangue de um cordeiro - Cristo, o Perfeito Cordeiro de Deus. A sua liberdade, querido leitor, custou muito caro. Jesus Cristo derramou o Seu sangue para que você fosse livre.
Vamos aproveitar esta época de celebração para refletirmos sobre nossas posturas. Temos agido como escravos ou como libertos? E os nossos pensamentos? Nossa mente ainda trabalha como se fôssemos escravos?
A verdadeira liberdade não pode ser alcançada por esforço próprio. Ela é alcançada porque faz parte da promessa de Deus. Primeiramente uma promessa para Israel: “Portanto dize aos filhos de Israel: Eu Sou o Senhor e vos tirarei de debaixo das cargas dos egípcios, vos livrarei da sua servidão e vos resgatarei com braço estendido e com juízos grandes” (Êx. 6.6). E depois, uma promessa para toda a humanidade:
“Para a liberdade foi que Cristo nos libertou...” Gl.5.1
Celebre a Páscoa com muita alegria! Louve a Deus por sua liberdade!
Fique na paz!
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